{"id":4635,"date":"2009-01-30T00:33:00","date_gmt":"2009-01-30T00:33:00","guid":{"rendered":"http:\/\/ricardoreisdasilva.org\/dopedidoaoaltar\/2009\/01\/30\/prosecco-ou-espumante\/"},"modified":"2016-11-18T18:57:13","modified_gmt":"2016-11-18T18:57:13","slug":"prosecco-ou-espumante","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dopedidoaoaltar.com\/en\/2009\/01\/30\/prosecco-ou-espumante\/","title":{"rendered":"Prosecco ou Espumante?"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<div style=\"font-family: arial; font-size: 80%;\" align=\"justify\"><span style=\"font-weight: bold; font-size: 130%;\">&#8220;Qual \u00e9 a diferen\u00e7a? <\/span><\/div>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Vejamos, primeiro, as semelhan\u00e7as: genericamente, todos eles s\u00e3o o resultado do &#8221;aprisionamento&#8221; do vinho ainda em fase de fermenta\u00e7\u00e3o, com muito g\u00e1s carb\u00f4nico dentro da garrafa. Da\u00ed a denomina\u00e7\u00e3o universal de espumantes, em suas diversas tradu\u00e7\u00f5es: <i>sparkling<\/i>, em ingl\u00eas, <i>cava<\/i>, em espanhol, <i>sekt<\/i>, em alem\u00e3o e <i>mousseux<\/i> em franc\u00eas.<\/p>\n<p align=\"justify\">Outros pontos em comum: todos s\u00e3o vinhos hospedados em garrafas espessas, por causa da efervesc\u00eancia (a press\u00e3o dentro delas atinge n\u00edveis de 5 a 6 atmosferas, iguais a um pneu de caminh\u00e3o) e vedados por rolhas grossas, por sua vez protegidas por gaiolas de arame ou de ferro. E podem ser tomados como um drinque &#8211; a qualquer hora &#8221;normal&#8221; &#8211; ou para acompanhar o mesmo tipo de pratos: sushis, ostras, caviar, salm\u00e3o, canap\u00e9s frios e tartar.<\/p>\n<p align=\"justify\">E, agora, as diferen\u00e7as, sendo que a mais significativa \u00e9 que todo Prosecco \u00e9 espumante, mas nem todo espumante \u00e9 Prosecco.<\/p>\n<p align=\"justify\">E por qu\u00ea?<\/p>\n<p align=\"justify\">Porque o Prosecco leg\u00edtimo \u00e9 produzido a partir de uma uva s\u00f3, (varietal) do mesmo nome, origin\u00e1ria do V\u00eaneto. \u00c9 um espumante consumido h\u00e1 mais de 100 anos na It\u00e1lia, primeiro conhecido como <i>frizzantin<\/i>, que virou moda l\u00e1 pelos anos 60, quando come\u00e7ou a ser servido nos barzinhos que circundam a Pra\u00e7a de S\u00e3o Marcos, em Veneza. \u00c0s vezes \u00e9 misturado com suco de morango, <i>prosecco con fragola<\/i>, tomado mais por mulheres.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00c9 um vinho banal, com honrosas exce\u00e7\u00f5es, como o Fae Wisco, o Casa Bianca e outros da regi\u00e3o de Valdobbiadene.<\/p>\n<p align=\"justify\">Pergunta: ent\u00e3o por que cargas d&#8217;\u00e1gua ele aterrizou no Brasil e se instalou como parente?<\/p>\n<p align=\"justify\">Jogada de marketing, senhores. E estupenda. Acompanhem: por volta de 1998\/99, algum g\u00eanio sacou que estava se aproximando o r\u00e9veillon do mil\u00eanio e, obviamente, o pre\u00e7o do champagne iria voar para os cornos da lua.<\/p>\n<p align=\"justify\">(Observa\u00e7\u00e3o: champagne \u00e9 masculino e dizer champagne franc\u00eas \u00e9 pleonasmo).<\/p>\n<p align=\"justify\">Voltemos ao g\u00eanio que tomou, ent\u00e3o, a seguinte provid\u00eancia: abarrotou o mercado brasileiro de um produto in\u00e9dito, f\u00e1cil de memorizar, com pre\u00e7o competitivo, distribui\u00e7\u00e3o horizontal e&#8230; com &#8221;cara de champagne&#8221;. Acertou no milhar. Milhares de garrafas foram vendidas, n\u00e3o s\u00f3 naquele fim de ano, mas at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p align=\"justify\">Resumo da tarantella: al\u00e9m dos importados, j\u00e1 se fabrica Prosecco na serra ga\u00facha, ora s\u00f3 com a pr\u00f3pria uva, ora com o &#8221;corte&#8221; de outra esp\u00e9cie, como a Moscato, para fazer um frisante mais doce.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Passemos agora aos espumantes.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00c9 um vinho fabricado da mesma forma que se fabrica um vinho branco tranq\u00fcilo, ao qual se acrescenta uma mistura chamada <i>liqueur de tirage,<\/i> formada de a\u00e7\u00facar de cana e de leveduras dilu\u00eddas.<\/p>\n<p align=\"justify\">A adi\u00e7\u00e3o desse componente \u00e9 que vai produzir uma segunda fermenta\u00e7\u00e3o no vinho base, que pode ocorrer dentro da garrafa (m\u00e9todo <i>champenoise<\/i>) ou dentro de cubas de a\u00e7o inoxid\u00e1vel (m\u00e9todo <i>charmat<\/i>).<\/p>\n<p align=\"justify\">Esta segunda fermenta\u00e7\u00e3o ser\u00e1 a respons\u00e1vel pelo acr\u00e9scimo do g\u00e1s carb\u00f4nico, caracter\u00edstica de um vinho espumante. No Brasil, a quase totalidade dos espumantes \u00e9 fabricada pelo m\u00e9todo charmat, porque o champenoise \u00e9 muito caro.<\/p>\n<p align=\"justify\">Mas \u00e9 aqui que se estabelece a diferen\u00e7a essencial entre o Prosecco que, como dissemos, \u00e9 feito de um \u00fanico tipo de uva e os bons espumantes, que podem ser feitos com o <i>blend<\/i> de at\u00e9 duas uvas tintas e uma branca. Por isso, \u00e9 um produto (os melhores) elaborado como se elabora um champagne &#8211; s\u00f3 que sem a certid\u00e3o de nascimento lavrada em \u00c9pernay ou Reims (se pronuncia r\u00e3ns), <i>mas n\u00e3o \u00e0 proven\u00e7al..<\/i>.<\/p>\n<p align=\"justify\">Em geral, o espumante \u00e9 produzido a partir das cepas Malbec, Cabernet Franc, Chardonnay, Pinot Blanc, Pinot Noir e outras que d\u00e3o origem aos vinhos brancos de cada regi\u00e3o. Deve ser bebido jovem, \u00e0 temperatura de 8 a 10\u00baC.<\/p>\n<p align=\"justify\">As marcas mais conhecidas na Europa s\u00e3o o Asti Spumante, o Franciacorta, o Ferrari e o Villa Mazzucheri, ros\u00e9, na It\u00e1lia; o Cr\u00e9mant d&#8217;Alsace, o Blanc des Blancs e o Blanc des Noirs, na Fran\u00e7a; as cavas Freixenet, Codorni\u00fa e Juv\u00e9 &amp; Camps, na Espanha; o Baga do Luiz Pato, ros\u00e9, o Raposeira e o Loridos, em Portugal; o Roederer Estate de Anderson Valley, o Iron Horse Russian Cuv\u00e9e (que nome!) e o Gloria Ferrer, ambos de Sonoma County.<\/p>\n<p align=\"justify\">No Brasil, temos muito bons espumantes, como o Chandon (o Excellence \u00e9 excelente!), o Salton, o Dal Pizzol, o Marson, o Dom Laurindo, o Lovara e o Miolo, al\u00e9m do novo ros\u00e9 Adolfo Lona, produzido pela Aurora a partir de um <i>assemblage<\/i> de uvas Chardonnay e Pinot Noir.<\/p>\n<p align=\"justify\">Ali\u00e1s, se algum presidente quisesse entrar para a hist\u00f3ria do vinho no Brasil (como l\u00e1 atr\u00e1s o Get\u00falio ensaiou) era s\u00f3 dar for\u00e7a ao espumante. A gente ia bater rapidinho nos nossos <i>hermanos<\/i> do continente.<\/p>\n<p align=\"justify\">Devem ser servidos \u00e0 temperatura de 6\u00ba a 10\u00ba C, dependendo do seu momento. At\u00e9 porque vinho, qualquer vinho, merece que a gente o prove, questione, compare. E nenhum artigo deve substituir a descoberta pessoal de cada um ao degustar um vinho&#8221;.<\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-weight: bold;\">fonte: http:\/\/jbonline.terra.com.br\/jb\/papel\/cadernos\/domingo\/2006\/04\/08\/jordom20060408010.html<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\">Agora temos tb um prosecco excelente chamado Panizzon Brut, encomendei este para o meu casamento. Segue o contato do fornecedor aqui no Rio:<\/p>\n<p align=\"justify\">www.bebidasparafestas.com.br<\/p>\n<p align=\"justify\">Falar com Jorge ou Tarciso &#8211; 8777-9137 ou 8604-8470<\/p>\n<p align=\"justify\">bjs galera.,<\/p>\n<p align=\"justify\">Bia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; &#8220;Qual \u00e9 a diferen\u00e7a? Vejamos, primeiro, as semelhan\u00e7as: genericamente, todos eles s\u00e3o o resultado do &#8221;aprisionamento&#8221; do vinho ainda em fase de fermenta\u00e7\u00e3o, com muito g\u00e1s carb\u00f4nico dentro da garrafa. Da\u00ed a denomina\u00e7\u00e3o universal de espumantes, em suas diversas tradu\u00e7\u00f5es: sparkling, em ingl\u00eas, cava, em espanhol, sekt, em alem\u00e3o e mousseux em franc\u00eas. Outros pontos em comum: todos s\u00e3o vinhos hospedados em garrafas espessas, por causa da efervesc\u00eancia (a press\u00e3o dentro delas atinge n\u00edveis de 5 a 6 atmosferas, iguais a um pneu de caminh\u00e3o) e vedados por rolhas&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[824],"tags":[],"class_list":["post-4635","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria-pt"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/dopedidoaoaltar.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4635","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/dopedidoaoaltar.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/dopedidoaoaltar.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dopedidoaoaltar.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dopedidoaoaltar.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4635"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/dopedidoaoaltar.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4635\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5855,"href":"https:\/\/dopedidoaoaltar.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4635\/revisions\/5855"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/dopedidoaoaltar.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4635"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/dopedidoaoaltar.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4635"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/dopedidoaoaltar.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4635"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}